Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

e agora...um pouco destas últimas semanas







Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

cenas de um espanhol numa cadeira de rodas

ou...qual o problema de dar uma volta ao mundo? ver aqui

Sábado, 27 de Junho de 2009

Uma Viagem: Purgatório III

A sua frase invadiu o meu corpo como uma asma repentina. Senti lágrimas a chegar e o esforço para as impedir sugara-me o ar. O Tomás percebeu. Conhecia as minhas expressões e viu que não estava bem. Era daqueles amigos, dos melhores, os que nos sabem.
Encostei-me à parede inclinando a cabeça de forma a poder concentrar-me nas pedras da calçada, esperando recuperar o controlo. O Tomás, à minha frente, oferecia-me silenciosamente todo o tempo que eu precisava.

Merda, pensei, merda, merda, merda. Tinha sido aquela palavra, as palavras lixam-me sempre. Eu possuo uma habilidade, supero certos momentos escondendo-os e consigo passar uma vida inteira a ignorá-los. Infelizmente existem certas palavras que têm o condão de os ressuscitar. Mais tarde disseram-me que ligava vários estados e sensações a certas palavras ou nomes. Aqui fora “avô”, noutro contexto teria sido nada, mas naquela frase era a sua morte.
Porra, tentava ainda respirar quando o Tomás me pôs a mão no ombro.

- anda, vi ali um cafezinho e tu precisas de sair daqui.

Lá, ele mandou-me sentar enquanto pedia duas minis. O velho que estava ao balcão serviu-as abanando a cabeça enquanto olhava a televisão: o belenenses jogava e sofrera um golo.

- isso não está fácil chefe.
- nem me diga nada homem…

Chegado à mesa perguntou-me se eu estava melhor.

- sim.
- queres desabafar?
- não. Quero beber.

A cerveja estava fresca e tinha o condão de me anestesiar, ia-se a dor.
Bebi a pequena garrafa de uma só vez e fiz sinal para o balcão, mais duas!
Depois olhei para o meu companheiro de mesa.

- desculpa Tomás, apanhaste-me numa altura tramada.
- eu percebi.
- não te agradeci, sequer.
- deixa. Estamos cá para isto, somos como um casal, nos bons e nos maus momentos, não é chefe? – o empregado, que nos trouxera as minis e uns tremoços, sorriu amargamente e voltou para junto da televisão.
- que lhe dói?
- nem te digo para não ficares pior – sim, eu era do belenenses – agora bebe, que essa merda é remédio para tudo. Eu que o diga.

Enquanto bebíamos íamos enchendo a tacinha com cascas de tremoços e chamando o velhote que carregava cada par de minis mais e mais moribundo. Com o álcool fui-me recompondo, aí perguntei-lhe.

- e tu Tomás, como estás?
- eu, meu amigo, estou como estou: na merda.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Neda Soltani

acabei de ver no youtube uma mulher iraniana, Neda Soltani, a morrer na sequência dos últimos acontecimentos no irão.

tinha 27 anos e foi morta a tiro enquanto protestava. como ela outros tantos também foram assassinados nas ruas de Teerão.

aqui podem ver 10 vídeos (incluindo o de Neda) que mostram bem o panorama actual das ruas da capital do irão.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Livros: "333" e "Barroco Tropical"


Adquiri recentemente os dois livros que irão suceder à minha Fase Hemingway.

um deles é o 333 do Pedro Sena-Lino, o seu primeiro romance que surge depois de vários livros de poesia e um de contos. 333 é "a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos", e fala sobre o impacto que ele terá na vida de cada um dos seus leitores.

o outro é o Barroco Tropical, o novo livro de José Eduardo Agualusa. Agualusa há muito que é um dos escritores que mais gosto, e no booktrailer que se segue ele fala sobre este seu novo trabalho.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Uma Mão Cheia de Razões Para Estarmos na Vitalis: Fernando Sequeira



"estou farto de ser insultado, ameaçado e enxovalhado"


ou...

então porque foi que me candidatei??

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Estou no Twitter!

foi há dois dias que aconteceu. juntei-me ao twitter. lá, posso ser encontrado em http://twitter.com/franciscorrosa